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Desfralde: como saber a hora certa e fazer sem pressão

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O desfralde é uma das fases que mais geram dúvidas em mães e pais. Afinal, quando começar? Como fazer sem estresse? E o que fazer quando vêm os escapes?

Neste guia, eu explico como saber a hora certa e como conduzir essa fase com calma. Além disso, conto o que aprendi como mãe de cinco filhos, porque cada criança tem o seu ritmo.

Aviso importante: este artigo tem caráter informativo e compartilha a minha experiência. Ele não substitui a orientação do pediatra. Portanto, em caso de dúvida ou de sinais de alerta, procure atendimento profissional.

O que é o desfralde?

O desfralde é o processo em que a criança deixa de usar fraldas e aprende a usar o penico ou o vaso sanitário. Os médicos chamam essa fase de treinamento esfincteriano.

Em geral, o controle durante o dia vem primeiro. Já o controle durante a noite costuma levar mais tempo. Por isso, o desfralde não acontece de uma vez só.

Qual é a idade certa para o desfralde?

Não existe uma idade exata. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, no Brasil o desfralde começa em média por volta dos 22 meses. Já a conclusão acontece, em média, por volta dos 27 meses.

No entanto, somente a idade não é um bom critério para decidir a hora de começar. Além disso, o insucesso costuma estar ligado à falta dos sinais de prontidão. Por isso, o mais importante é observar a criança. Por volta dos 24 meses, vale conversar com o pediatra para avaliar esses sinais.

Sinais de que a criança está pronta

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Urologia, os principais sinais de prontidão são:

  • imitar o comportamento dos pais e dos cuidadores;
  • andar e sentar sem ajuda, com estabilidade;
  • dizer “não” como sinal de independência;
  • mostrar com palavras, gestos ou expressões que precisa fazer xixi ou cocô;
  • brincar com a mesma atividade por mais de 5 minutos;
  • apontar o que deseja.

Além disso, muitos pais percebem que a fralda fica seca por mais tempo. Quando vários sinais aparecem juntos, a criança provavelmente está pronta. Porém, se aparecerem poucos, espere mais um pouco.

Minha experiência: os primeiros sinais que percebi nos meus meninos foram que eles começaram a identificar, antes de fazer, os momentos em que queriam fazer xixi e cocô. Foi algo sem estresse e no tempo deles. Confesso que demorou um pouquinho mais do que a média de 22 meses, mas, para mim, foi tudo bem tranquilo. Acredito que um desfralde humanizado evita traumas e choros desnecessários.

Como fazer o desfralde passo a passo

  1. Primeiro, observe os sinais de prontidão e escolha uma fase tranquila da rotina.
  2. Depois, converse com a criança. Explique de forma simples o que é xixi e cocô e para que serve o penico. Livros infantis sobre o tema também ajudam.
  3. Em seguida, apresente o penico ou o redutor de assento sem cobrança. Deixe a criança conhecer e sentar vestida, no ritmo dela.
  4. Então, crie uma rotina. Convide a criança para sentar por alguns minutos ao acordar, depois das refeições e antes do banho. Nunca a obrigue.
  5. Quando ela começar a avisar, troque a fralda por cuecas ou calcinhas durante o dia. Use roupas fáceis de tirar.
  6. Por fim, elogie os acertos com carinho e trate os escapes com naturalidade.

Minha experiência: no começo, a casa pode ficar suja, com xixi muitas vezes no chão. Afinal, a criança ainda está aprendendo a segurar e a entender onde precisa fazer. O meu sofá, por exemplo, ficou molhado várias vezes, e tive que limpar muito. Isso aconteceu porque, quando o meu filho sentia vontade de fazer xixi, ele já soltava na hora.

O importante é não brigar com a criança. Em vez disso, ensine com calma que ali não é o lugar e que o certo é o peniquinho. Aqui em casa, a gente sempre diz “tchau, xixi”. Para o cocô, usamos uma frase engraçada: “Tchau, cocô, volta para a sua casa, cocô!”. Eles amam isso!

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O que ajuda nessa fase

Você não precisa comprar muitas coisas. No entanto, alguns itens deixam o desfralde mais fácil e mais seguro:

  • penico ou redutor de assento para o vaso;
  • banquinho para a criança alcançar o vaso e apoiar os pés;
  • cuecas ou calcinhas de treino;
  • roupas fáceis de tirar, como shorts com elástico;
  • uma muda de roupa na bolsa, para os passeios.

Escapes e regressões: como lidar

Os escapes fazem parte do desfralde. Portanto, não brigue nem castigue a criança quando ela fizer xixi na roupa. Em vez disso, troque a roupa com calma e diga que na próxima vez vai dar certo.

Além disso, mudanças grandes na rotina podem causar regressão. A chegada de um irmão, uma mudança de casa ou a entrada na escola são exemplos. Nesses casos, volte um passo e tenha paciência.

Minha experiência: com a chegada de um irmão, é normal que a criança maior queira voltar a fazer xixi na calça e até usar fralda para chamar a atenção. Na minha casa, os filhos nasceram em intervalos curtos. Por isso, eu sempre priorizo dar colo e carinho para a criança maior, que já entende as coisas.

Procuro tratá-la com carinho e sem fazer diferença entre os irmãos. Assim, ela se sente amada e querida, e não trocada pelo irmão que chegou. Além disso, coloco a criança no papel de irmão mais velho, e ela se sente importante.

Desfralde noturno: por que demora mais

O controle da noite é diferente do controle do dia. Ele depende do amadurecimento do corpo e, por isso, costuma vir depois. Muitas crianças ainda fazem xixi na cama à noite, e isso é comum até por volta dos 5 anos.

Portanto, não tire a fralda da noite à força. Em vez disso, espere a criança acordar seca por vários dias seguidos. Porém, se a criança passar dessa idade e continuar molhando a cama, converse com o pediatra.

5 erros que atrapalham o desfralde

  1. Começar por pressão da escola, da família ou de comparações.
  2. Comparar a criança com irmãos, primos ou filhos de amigas.
  3. Castigar, ridicularizar ou fazer drama diante dos escapes.
  4. Trocar de método toda semana.
  5. Começar em uma fase de grandes mudanças na rotina.

Quando procurar o pediatra

A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta uma avaliação do pediatra em alguns casos. São eles: várias tentativas sem sucesso, crianças com mais de 36 meses sem sinais de prontidão e crianças com mais de 48 meses que ainda não concluíram o desfralde durante o dia.

Além disso, procure o médico se houver prisão de ventre, dor ao fazer xixi ou cocô, sangue na urina ou nas fezes, febre ou criança que segura o cocô. Na dúvida, sempre converse com o pediatra.

Para fechar: paciência é o segredo

O desfralde é uma conquista, e cada criança vai no seu tempo. Por isso, respeite o ritmo dela, comemore os pequenos avanços e peça ajuda quando precisar.

Minha dica final: tome muito cuidado com os comandos que você dá ao seu filho, para que ele não se confunda. Por exemplo, se numa semana você coloca a fralda e na outra não, isso confunde a cabeça da criança sobre o que fazer e onde. Portanto, seja paciente. Essa fase também vai passar num piscar de olhos.

Para saber mais, leia o Manual de Orientação sobre Treinamento Esfincteriano, da Sociedade Brasileira de Pediatria. Além disso, enquanto a fralda ainda faz parte da rotina, veja as nossas receitas caseiras para o dia a dia com crianças e confira outros conteúdos no Mamãe Chic.

E você, como foi o desfralde na sua casa? Conte nos comentários!

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.

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